Desarmamento: O 9º Mandamento Comunista de Lenin

Poster da campanha soviética de desarmamento, 1918(Poster da campanha soviética de desarmamento, 1918:
“Grajdanie! Sdavayte orujie – Cidadãos! Entreguem as armas”)

Atualmente, tem-se discutido a questão da revogação do Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/03). No dia 03 de novembro do corrente ano, a Comissão Especial da Câmara dos Deputados aprovou a criação do Estatuto de Controle de Arma de Fogo, revogando o estatuto vigente. O texto aprovado seguirá para análise do Plenário e é um substitutivo do relator, deputado Laudivio Carvalho (PMDB-MG), para o Projeto de Lei (PL) 3722/12 e outros 47 projetos apensados.

O Estatuto de Controle de Arma de Fogo assegura, aos cidadãos que cumprirem os requisitos exigidos em lei, o direito de possuírem e portarem armas de fogo para legítima defesa e/ou proteção do patrimônio.  Atualmente, o interessado precisa declarar a efetiva necessidade da posse e/ou porte de arma e depende da autorização do Delegado de Polícia Federal, o que torna o processo subjetivo, permitindo a negação ao cidadão, mesmo que ele preencha os requisitos legais. O novo estatuto prevê ainda a redução da idade mínima, para se requerer a posse de uma arma de fogo, de 25 para 21 anos de idade, e que os registros das armas de fogo, não terão mais que serem renovados por seus proprietários a cada período de três anos, terão caráter permanente.

Em contrapartida, a esquerda brasileira, como o Partido dos Trabalhadores (PT), o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e afins, com as suas políticas de desarmamento, dizem que as novas medidas prejudicariam a fiscalização, já que desobrigariam os donos de armas a provarem periodicamente que ainda estão aptos a manusear o objeto, e que também haveria um aumento nos índices de criminalidade.

O nosso Código Penal (CP) criminaliza o homicídio, porém, entre os anos 1980 e 2012 houve um crescimento de 148,5% das taxas de homicídio no Brasil, segundo o Mapa da Violência 2014 (http://www.mapadaviolencia.org.br/pdf2014/Mapa2014_JovensBrasil_Preliminar.pdf), ou seja, o bandido não respeita e nem se intimida com a lei, e o policiamento preventivo das polícias militares não é suficiente para a efetiva proteção da sociedade. No Brasil, a taxa média de elucidação de homicídios é de 5%, segundo o jurista e ex-promotor de Justiça, Luiz Flávio Gomes (http://oglobo.globo.com/brasil/no-brasil-so-5-dos-homicidios-sao-elucidados-7279090), o que demonstra a impunidade de assassinos e a ineficiência das investigações, das polícias civis e federal, relativas aos crimes de homicídio. Apesar da proibição, em lei, de se matar alguém, os homicídios continuam ocorrendo e aumentando, pois só os cidadãos de bem respeitam a lei. De igual modo, o Estatuto do Desarmamento só tem sido obedecido pelos cidadãos de bem, que diante da insuficiência das polícias, ficam à mercê das ações dos marginais, e sem meios de defenderem a si e ao seu patrimônio.

Diante do exposto, qual é o real interesse do PT, PSOL e afins no desarmamento do povo brasileiro? Encontramos a resposta para essa pergunta no Decálogo de Lenin (seus dez mandamentos), dogma que fundamenta a doutrina de Lenin, que segundo Paulo Tortello (1987, p.14-15), na obra O Pensamento Vivo de Lenin, diz o seguinte:

A doutrina comunista de Lenin é fundamental nos dez mandamentos da ideologia ditada por ele mesmo em 1917; veja a seguir:

1º – Corrompa a juventude e dê-lha liberdade sexual;

2º – Infiltre-se e depois controle todos os meios de comunicação;

3º – Divida a população em grupos antagônicos, incentivando as discussões sobre ações sociais;

4° – Destrua a confiança do povo em seus líderes;

5º – Colabore para a derrocada dos valores morais, da honestidade e da crença nas promessas dos governantes;

6º – Colabore com o esbanjamento de dinheiro público; coloque em descrédito a imagem do país, especialmente no exterior; provoque o pânico e o desassossego na população e, por meio da infiltração, destrua a confiança do povo em seus líderes;

7º – Promova greves, mesmo ilegais, principalmente nas indústrias vitais do país;

8º – Promova distúrbios e contribua para que as autoridades constituídas não as coíbam;

9º – Procure catalogar todos aqueles que possuem armas de fogo para que sejam confiscadas no momento oportuno, objetivando dificultar ou impossibilitar qualquer resistência ou reação;

10º – Fale sempre em DEMOCRACIA e em estado de direito, mas, tão logo haja oportunidade, ASSUMA O PODER, SEM QUALQUER EXCRÚPULO.

Logo, o real interesse dos partidos supracitados está no 9º mandamento do Decálogo de Lenin, “Procure catalogar todos aqueles que possuem armas de fogo para que sejam confiscadas no momento oportuno, objetivando dificultar ou impossibilitar qualquer resistência ou reação” (TORTELLO, 1987, p.15), pois assim ficaria mais fácil dificultar ou impossibilitar qualquer resistência ou reação à futura revolução comunista que o PT pretende implementar no Brasil para se perpetuar no poder, até mesmo através de uma guerra civil.

Digo guerra civil, porque o ex-presidente Lula (PT), ameaçou utilizar o “exército” do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) em caso de Impeachment da Presidente Dilma Roussef, dizendo: “Eu quero paz e democracia, mas se eles não querem, nós sabemos brigar também, sobretudo, quando João Pedro Stédile colocar o exército dele do nosso lado” (https://www.youtube.com/watch?v=R_WZ_L8P7iE). Segundo o site oficial do MST, eles estão organizados em 24 estados e nas 5 regiões do país, e são 350 mil famílias no total (http://www.mst.org.br/quem-somos/), aliás, o próprio João Pedro Stédile, presidente do MST, pediu ajuda ao Presidente da Venezuela, Maduro, em caso de Impeachment no Brasil, convocando, ainda, toda a América Latina contra o Brasil, em uma revolução comunista (https://www.youtube.com/watch?v=reHVxCqgrXc).

Sem a resistência armada do povo brasileiro, uma possível revolução comunista, caso ecloda uma guerra civil devido a um Impeachment da Presidente Dilma, seria mais fácil, não? Por isso convoco a todos os cidadãos brasileiros de bem a despertarem para essas questões armamentistas e dizerem não às políticas desarmamentistas do PT e  do PSOL no Brasil. Defendam-se, brasileiros, lutem pelos seus modos de vida, “ÀS ARMAS, CIDADÃOS!”.

Referências:

TORTELLO, Paulo. O Pensamento Vivo de Lenin. São Paulo, Ed. Martin Claret, 1987.

Brasil: O terrorismo é aqui – 155,52 mortos por dia.

Disparo de Arma de Fogo
Embora seja lamentável a morte das 127 pessoas, vítimas de ataques terroristas coordenados em seis locais distintos em Paris (França), no dia 13 de novembro (ontem), nós, brasileiros, temos o nosso próprio terror.
Segundo noticiou o Portal G1 (http://g1.globo.com/politica/notici…), em 2014, no Brasil, morreram 52.336 pessoas vítimas de assassinatos (homicídios dolosos), 2.061 pessoas vítimas de latrocínios (roubos seguidos de morte) e, 2.368 pessoas em confrontos com a polícia (autos de resistência), totalizando 56.765 mortos, ou seja, uma média de 155,52 pessoas vitimadas diariamente por letalidade violenta no país. Isso, considerando apenas os dados oficiais, as mortes que foram registradas.
Comparando a tragédia ocorrida no dia 13, na França, com a tragédia diária do Brasil, são 28,52 mortes a mais, porém, atentados terroristas são esporádicos e têm autoria certa, neste caso, o Estado Islâmico. Já o terror que vivenciamos no Brasil é diário e não tem identidade, embora costume ter classe social e cor, já que dos 607.731 presos no país, 67% (407.178 presos) são negros, segundo o Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias do Departamento Penitenciário Nacional (http://www.justica.gov.br/noticias/…).
Logo, preocupemo-nos menos com com o terrorismo na França e passemos a nos preocupar mais com o terror cotidiano, que me parece estar passando despercebido, no Brasil.