Vitimização policial militar no Estado do Rio de Janeiro

A vitimização de policiais militares no Estado do Rio de Janeiro já tem índices maiores do que de soldados americanos mortos na 2º Guerra Mundial.

Carro da PM levou diversos tiros de fuzil disparados por bandidos na Rodovia Washington Luís (Foto: Osvaldo Praddo)
 (Foto: Osvaldo Praddo)

A vitimização policial militar no Estado do Rio de Janeiro tem índices alarmantes. O mês de janeiro de 2017 fechou com 44 policiais militares (PMs) feridos por disparos de armas de fogo de bandidos, sendo que 18 desses PMs vieram a óbito. No mesmo período do ano passado, janeiro de 2016, foram 32 policiais militares feridos por disparos de armas de fogo, desses, 5 PMs vieram a óbito. Ou seja, o ano de 2017 começou com um aumento de 37,5% no índice de policiais militares baleados e um aumento de 260% no índice de PMs mortos por bandidos no mesmo período no ano passado.

Segundo estudo de análise de vitimização de policiais militares feita pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (#PMERJ), apresentada no dia 31 de janeiro, terça-feira, pelo Coronel PM Fábio Cajueiro, Chefe do Estado-Maior do Comando de Policiamento Especializado, no Fórum dos Policiais Mortos e Feridos, em Sulacap, em 23 anos, de 1994 a 2016, a PMERJ teve 17.686 baixas, sendo 14.452 feridos e 3.234 mortos por causas não naturais. Esses números representam 19,65% de baixas (16,06% de feridos e 3,59% de mortos) do efetivo disponível no período, de 90 mil e cinco policiais militares.

A título de comparação, para se ter uma noção do quão alto é esse índice de vitimização, durante a participação dos EUA na 2ª Grande Guerra Mundial, o índice de baixas das tropas americanas foi de 6,69%. Ainda a título de comparação, o índice de baixas da Força Expedicionária Brasileira (FEB), na supracitada guerra, foi de 9,99%. O Coronel PM Cajueiro ressaltou que a probabilidade de ser ferido sendo policial militar no Estado do Rio de Janeiro, é 765 vezes maior do que em guerras.

A vitimização policial militar em 2016 registrou 363 PMs feridos por armas de fogo, sendo que 104 desses policiais vieram a óbito. Esses números representam uma ruptura com a tendência no quantitativo de mortes de policiais militares, que, segundo o Relatório de Vitimização Policial (1998 a novembro de 2015) do Instituto de Segurança Pública (ISP), vinha em queda desde 2007, mesmo com o aumento de efetivo da PMERJ. Ainda segundo o relatório do ISP, a chance de um policial, em situação de folga, morrer vitimado por assaltantes (crime de latrocínio) é de 5877% maior do que uma pessoa de outra profissão.

#PolíciaMilitar

Fonte: Vitimização policial militar no Estado do Rio de Janeiro

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Policial civil é preso por atirar contra policiais militares no Rio de Janeiro

 

Policial do CORE efetuou disparos de arma de fogo contra policiais militares do Batalhão de Polícia de Choque durante protesto no Centro do Rio.

Entre os manifestantes estavam agentes policiais, funcionários da Saúde e do Sistema Judiciário, além de aposentados

Um policial civil lotado na Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) efetuou disparos de arma de fogo, nesta quarta-feira, 1º, contra policiais militares do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (#PMERJ) durante protesto de servidores no Centro da capital carioca.

Segundo a Assessoria de Imprensa da PMERJ, o policial civil, identificado como Wandre Nicolau de Souza, lotado na CORE, efetuou os disparos de arma de fogo contra os policiais militares na esquina da Avenida Nilo Peçanha com a Avenida Rio Branco, no Centro do Rio de Janeiro, e se evadiu do local do crime usando o metrô. No entanto, foi capturado e preso ao sair na estação Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca.

Com o policial civil foi encontrada a arma do crime, uma pistola da marca Glock, calibre .40, ainda com as munições faltando no carregador da pistola em tela. Cabe ressaltar que, o policial em questão, estava sendo monitorado desde o momento dos disparos no Centro do Rio. Após preso em flagrante delito, o mesmo confessou o crime e, por determinação do Chefe do Estado Maior da PMERJ, foi conduzido à Corregedoria Interna da Polícia Civil (Coinpol) para autuação.

O protesto dos servidores estaduais

O policial civil Wandre Nicolau de Souza estava entre os manifestantes do #Protesto dos servidores estaduais contra o pacote de medidas de austeridade fiscal, apresentada pelo governador Luiz Fernando de Souza, Pezão, à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), como alternativa para solucionar a crise financeira do Estado do Rio de Janeiro.

Contudo, esse protesto, o terceiro do ano, foi marcado por atos de violência, inclusive, um ônibus foi incendiado entre a Avenida Rio Branco e a Rua da Assembleia.

Entre as medidas apresentadas pelo governo, os servidores estaduais estão contra o aumento da tarifa fixa previdenciária de 11% para 14%, além de uma alíquota extra de mais 8% durante três anos, que ainda pode ser prorrogada por mais três anos. #PolicialCivilPreso

Fonte: Policial civil é preso por atirar contra policiais militares no Rio de Janeiro

Capitão Ítalo